segunda-feira, 15 de junho de 2009

DISLEXIA NA SALA DE AULA


Lidando com um aluno disléxico, o professor deve ter conhecimento e sensibilidade. Algumas estratégias podem usadas para facilitar o aprendizado do aluno disléxico:•uso freqüente de material concreto: relógio digital, calculadora, gravador, Material Curisineire e Material Dourado; •confecção do próprio material para alfabetização, como desenhar, montar uma cartilha; •uso de gravuras, fotografias (a imagem é essencial para sua aprendizagem); •folhas quadriculadas para matemática; •máscara para leitura de texto;•letras com várias texturas; •fazer revisões freqüentemente; •evitar ou dar mais tempo para que copie do quadro, pois isso é sempre um problema; •para ler palavras longas, ensinar a separá-las com uma linha a lápis; •não forçar a modificar sua escrita, pois ela sempre acha sua letra horrível e não gosta de vê-la no papel. A modulação da caligrafia é um processo longo; •dar menos dever de casa e avaliar a necessidade e aproveitamento deste; •dar um tempo maior para realizar as avaliações escritas. Uma tarefa em que a criança não disléxica leva 20 minutos para realizar, a disléxica pode levar duas horas; •sempre que possível , a criança deve ser encorajada a repetir o que lhe foi dito para fazer, isto inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para melhorar a memória; •usar sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e principalmente nas escritas; •uma língua estrangeira é muito difícil para eles; fazer suas avaliações sempre em termos de trabalhos e pesquisas; •a criança disléxica deve sentar-se próxima à professora, de modo que a professora possa observá-la e encorajá-la a solicitar ajuda; •não esperar que ela use corretamente e autonomamente um dicionário para verificar como é a escrita correta da palavra. A habilidade de uso de dicionário deve ser cuidadosamente ensinada; •evitar dar várias regras de escrita numa mesma semana. Por exemplo, os vários sons do "C" ou "G". Dar lista de palavras com uma mesma regra para a criança aprender, sendo uma a cada semana.A professora deve ter muita sensibilidade para que suas atitudes não diminuam a autoestima do aluno disléxico, já tão frágil. Algumas atitudes e comportamentos podem ser feitos para isso:•evitar dizer que ela é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da classe; •ela não deve ser forçada a ler em voz alta em classe a menos que demonstre desejo em fazê-lo;•suas habilidades devem ser julgadas mais em sua respostas orais do que nas escritas;•demonstrar paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo; •não riscar de vermelho seus erros ou colocar lembretes tipo: estude! precisa estudar mais! precisa melhorar!; •procurar não dar suas notas em voz alta para toda classe, isso a humilha e a faz infeliz; •não considerar as trocas na escrita como erro por falta de cuidado, tirando pontos de seu trabalho; •procurar não reforçar sentimentos que minimizam sua auto-estima. Nunca é tarde demais para ensinar uma criança a ler. Toda criança precisa de apoio e paciência e mais ainda o aluno disléxico. Ele precisa de mais compreensão com suas dificuldades e atenção individualizada sempre, por mais difícil que seja.

A DISLEXIA NO BRASIL

A dificuldade de conhecimento e de definição do que é Dislexia, faz com que se tenha criado um mundo tão diversificado de informações, que confunde e desinforma. Além do que a mídia, no Brasil, as poucas vezes em que aborda esse grave problema, somente o faz de maneira parcial, quando não de forma inadequada e, mesmo, fora do contexto global das descobertas atuais da Ciência.Dislexia é causa ainda ignorada de evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado "analfabetismo funcional" que, por permanecer envolta no desconhecimento, na desinformação ou na informação imprecisa, não é considerada como desencadeante de insucessos no aprendizado.Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.No âmbito das instituições da Educação Básica, no Brasil, relatos de professores registram situações em que crianças, aparentemente brilhantes e muito inteligentes, não podem ler, escrever nem têm boa ortografia para idade. Nos exames vestibulares, as comissões executivas descrevem casos "bizarros" (às vezes, motivo de chacotas) em que candidatos apresentam baixo nível de compreensão leitora ou a ortografia ainda é fonética (baseada na fala) e inconstante. Assim, urge a realização de testes de leitura nas escolas públicas e privadas, desde cedo, de modo a diagnosticar e avaliar a dificuldade de leitura.Por trás do fracasso escolar ou da evasão escolar, sempre há fortes indícios de dificuldades de aprendizagem relacionadas à linguagem. Nos casos de abandono escolar, em geral, também, verificamos crianças que deixam a escola por enfrentarem dificuldades de leitura e escrita